A Aprilia está sem evoluções desde o começo da temporada.

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Antonio Jimenez tem mais de dez anos de experiência  no paddock, e desde o começo da temporada está trabalhando com Aleix Espargaró. No ano 2000 ele ingressou na categoria rainha, trabalhando com a Yamaha e depois com a Gresini Honda. Depois de um breve período na Moto2 voltou para trabalhar com a Aprilia. O objetivo é ajudar Aleix e a Aprilia aos níveis que a equipe merece, mas no momento o obstáculo mais difícil é tentar bater a KTM.

Este ano a KTM deu um grande passo, mas a Aprilia está com força total na moto de 2020, que prometem ser revolucionária. “Não há dúvidas de que em nível humano eles são muito mais numerosos do que nós, e também economicamente não há comparação porque eles têm um grande patrocinador. Com isso fica evidente a diferença no desenvolvimento e na logística”, diz Antonio Jimenez, “Mas com um pequeno orçamento e apenas duas motos não estamos tão longe”.

Qual é a verdadeira evolução da RS-GP este ano e como está progredindo em termos de desenvolvimento?

“Serei honesto em dizer que a  moto não evoluiu. É a mesma moto que temos desde o início da temporada e é certamente a que teremos ao longo do ano. É certo que a Aprilia está trabalhando em um novo projeto para 2020, e é certamente por isso que eles não querem investir muito no projeto atual. Trabalhar em dois projetos seria muito caro e difícil. Esse ano tem sido complicado e tentamos permanecer em nível satisfatório de competitividade”.

Quais são os pontos fracos e fortes do atual projeto da RS-GP?

“Penso que o destaque da Aprilia são as entradas de curva, embora haja um pouco mais de problemas nas saídas, certamente porque nosso motor precisa de mais potencia em baixa velocidade. Em regimes de alta rotação o motor funciona bem, principalmente a partir da terceira marcha, e tem uma boa velocidade máxima”.