A Equipe Márquez Honda tem como objetivo repetir a Tríplice Coroa em 2020.

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“O campeonato será muito difícil porque Marc Márquez está em um nível muito alto e a Ducati é muito rápida”
Maverick Viñales – piloto da Yamaha

Márquez continuará a dominar, por idade e potencial, mais 4 ou 5 anos”
Albert Puig – Diretor Geral da Honda

A Ducati fez um pouco antes, a Honda fez hoje, e outras como a Suzuki farão a sua apresentação no meio do primeiro teste da temporada 2020. É o preparo das equipes do MotoGP para o primeiro grande prêmio deste ano, que será realizado novamente à noite, no Catar, no início de março.

Quem acabou liderando nos três primeiros dias de preparação foi marca austríaca KTM, inicialmente com Dani Pedrosa e hoje com o catalão Pol Espargaro, distando quase um segundo de Jorge Lorenzo (Yamaha), que comentou após o teste – “A Yamaha ainda é a moto ideal para mim porque exige menos fisicamente”.

A equipe campeã Repsol Honda escolheu novamente a Indonésia para apresentar os irmãos Marc e Àlex Márquez porque é a região em que a empresa alada vende mais motocicletas, e neste ano a dupla terá como principal objetivo renovar a conquista da “Triple Crown” (títulos de pilotos, construtores e equipes), obtida por Marc quase que sozinho no ano passado.

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Sem dúvida, o jovem Àlex Márquez foi a grande sensação do evento, após ter completado dois de três dias de testes na Malásia. Alex, que tem um contrato de apenas um ano, ficou encantado por participar de um ato que ele sonhava quase que diariamente desde que começou a pilotar motos.

Seu objetivo é ser o novato do ano, mas “o mais importante é ser mais competitivo dia a dia na pista, conhecer as sensações e crescer. Você tem que trabalhar duro para chegar ao Catar o mais preparado possível”, declarou ele na entrevista.

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Já o seu irmão mais velho, Marc Márquez, tem como objetivo conquistar o 9º título de sua carreira e se igualar a Valentino Rossi. “Todos os anos, nossos rivais tentam melhorar o seu desempenho e perseguir o mesmo objetivo que perseguimos: ser campeão.”

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Os dirigentes da Honda, no entanto, sonham com algo maior do que serem campeões – querem ganhar todas as corridas de uma temporada –, algo que a marca japonesa nunca conseguiu. Para isso aumentaram novamente a potência do motor, e melhoraram a flexibilidade do chassi.

O aumento de potência leva a consumo maior de combustível e na temporada de 2019, em algumas corridas, vimos que Marquez ficou sem combustível após a bandeira quadriculada. Isso significa que gerenciar o consumo será um de seus grandes desafios.

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É correto dizer que a Honda é uma moto muito física, como Jorge Lorenzo declarou várias vezes? Segundo Tetsuhiro Kuwata, gerente geral da HRC, “Todo mundo diz isso, portanto, é correto”.

“Todo fabricante tem seus pontos fortes em sua moto, e talvez isso também signifique que você precise de muito esforço para extrair os seus pontos fortes da moto. Digamos que você tem uma moto com um ponto muito forte na frenagem. Com esta moto, você só precisa de 50m para pará-la, onde os outros fabricantes precisam de 100m. Mas, ao mesmo tempo, você não esquece que sua moto tem mais força de desaceleração do que a dos outros fabricantes, o que significa que você precisa de mais resistência e esforço do que os seus concorrentes.”

Se você tiver resistência e habilidades suficientes para andar rápido com essa moto, poderá demonstrar que é muito competitivo. Mesmo assim, sempre temos que tentar diminuir o esforço dos pilotos. É uma coisa bastante complicada.”

Tetsuhiro Kuwata foi além e comentou que Jorge Lorenzo deixou boas conquistas para eles – algo que o espanhol já tinha feito na Ducati. “Desde que ele se mudou para cá, começamos a desenvolver uma moto que combinasse com ele. Tentamos algo que ainda não tínhamos feito antes e descobrimos que era muito útil, o que significa que aprendemos muito graças ao Jorge. Embora não tenhamos conseguido lhe dar uma boa moto, o que Jorge nos deixou será de grande valia para nós”.

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“Quando você se encontra novamente com seu primeiro amor e imediatamente se apaixona …”. Um Lorenzo feliz está agora focado em superar dois sérios problemas da Yamaha: o desempenho na frenagem, exacerbado pelo aumento da velocidade máxima, e a sensibilidade da M1 às mudanças da aderência da pista.

Marc comentou que “será interessante vê-lo depois de quanto lhe custou a Honda. Acho que será muito rápido com a Yamaha.” Nas entrelinhas Marc Márquez está dizendo que espera ver Lorenzo usando um dos “wildcards” que a Yamaha lhe ofertou para temporada. E por que não?