Yamaha, uma moeda e seus dois lados distintos.

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O teste de três dias no Qatar termina positivamente para Quartararo, Morbidelli e Maverick, três motos da Yamaha fecharam o topo da lista de tempos combinados. Valentino Rossi por outro lado vai de mal a pior, não melhorou e continua reclamando que há um atraso em relação ao seus colegas companheiros de equipe.

Tabela de tempos combinados – Testes Qatar 2020

Valentino Rossi: “Infelizmente eu cai com um pneu novo na traseira, mas o que nos preocupa mais é o ritmo de corrida, aparentemente sofremos com desgaste de pneus na segunda parte da corrida, conhecemos esse problema nos últimos anos, o pneu traseiro em particular nos preocupa. Infelizmente não consigo completar 22 voltas com um bom ritmo, tentamos no primeiro dia, no segundo. Hoje, no terceiro dia tentamos duas vezes”.

No box de Valentino Rossi os fantasmas da última temporada na Yamaha continuam mais vivos do que nunca: “Estamos preocupados, a situação é difícil de entender porque estava tudo bem nos testes da Malásia, onde o ritmo com pneu usado não era ruim, sofremos aqui no Qatar”, uma queda na curva dois com um pneu novo desacelerou todo o trabalho de Valentino Rossi: “A roda dianteira escorregou, mas nada aconteceu comigo”.

ENQUANTO ISSO NO OUTRO LADO DA MOEDA DA YAMAHA

Enquanto Rossi lamenta, estamos vendo Maverick Viñales sempre rápido na caça ao relógio e no ritmo de corrida com sua Yamaha M1. O espanhol marcou os melhores tempos nos testes de Valencia e Jerez, apenas em Sepang evitou os holofotes. “Estou muito feliz porque tentamos muitas coisas até a última hora aqui no Qatar e buscamos entender como tudo funciona quando há pouca aderência. Trabalhamos com pneus usados quando as condições de pista eram difíceis. Fiz o meu melhor com pneus usados porque nas corridas você sempre tem essas sensações”.

Maverick Viñales – Testes no Qatar 2020.

Mesmo alcançando bons resultados, Maverick não se sente favorito porque conhece melhor do que ninguém as fraquezas da M1, começando com a potência que fica muito atrás em relação à Honda e Ducati, o que resta é explorar ao máximo os pontos fortes da sua moto contra os oponentes. Por fim Maverick dá uma opinião a respeito de Marc e sua aparente dificuldade física momentânea e também todo o imbróglio de desenvolvimento da RCV 2020: “É difícil saber agora mas certamente eles vão estar lá, é por isso que estamos nos preparando para lutar contra todos. Trabalhamos duro nesses testes e, acima de tudo, me divirto com essa moto”.

Em resumo, um lado está trabalhando duro e tentando entender como tudo realmente funciona diante das dificuldades, do outro lado enxergamos alguém que anda um tanto desnorteado tentando encontrar novamente o feeling perdido com sua amada M1. Penso que a bússola do Valentino Rossi não consegue mais encontrar o “norte”, há conserto?

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