Antonio Jimenez, novo membro da Aprilia, faz um panorama da equipe.

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Aleix Espargaró, piloto da equipe Aprilia, acaba de ganhar um novo chefe de equipe e ele é Antonio Jimenez. Jimenez já trabalhou na categoria rainha pelas equipes Honda e Yamaha, até então estava com Xavi Vierge na equipe GP Intact no Moto2 em 2018. Antonio Jimenez está a mais de 30 anos no paddock do MotoGP.

“Você se sente orgulho ao estar trabalhando em uma equipe de fábrica, no momento a Aprilia não está entre as maiores do gride, mas eles já venceram na era dos dois tempos e estão trabalhando duro para voltar aos tempos de glória. Eles se retiraram do WSBK para poder utilizar o máximo possível de recursos no MotoGP. Eu vi que a vontade de crescer e progredir está lá, mas uma coisa é verdade, os tempos de glória não vão retornar em apenas dois dias, mas estamos no caminho certo”, diz Antonio Jimenez.

Os pilotos são um fator importante: “Aleix está no seu terceiro ano de Aprilia, e com o pouco que tem sempre dá o seu máximo. Acrescente isso ao Iannone, um piloto que tem muito potencial. Em breve os dois vão estar em um nível similar, mas para isso é preciso todo o restante… que é dinheiro, peças, desenvolvimento, mas a base no momento é boa!”.

Aleix Espargaró, Austin 2019.

Iannone não é o único novato na Aprilia em 2019, o ex-diretor esportivo da Ferrari, Massimo Rivola, assumiu o comando do departamento de corrida em Janeiro, com isso Romano Albesiano trabalho menos sobrecarregado sendo apenas diretor técnico.

“Romano já está ganhando tempo porque não precisa mais se preocupar com questões políticas, apenas o lado técnico, isso é positivo. Massimo tem um tremenda experiência na Fórmula 1, na qual ele tentará contribuir da melhor forma possível aqui. Todos sabemos que existem diferenças entre F1 e MotoGP mas certamente ele têm informações importantes que agregarão na nossa equipe”, diz Antonio Jimenez.

Jimenez faz comparações entre a Aprilia e Gresini Honda onde trabalhou no passado: “A abordagem dos japoneses é muito diferente, tudo é preparado mais cedo, mesmo sendo uma equipe satélite eles seguem o mesmo rito da principal. Aqui é diferente, não diria melhor ou pior, é diferente!”

“Aqui as coisas são um pouco improvisadas, o trabalho é menor e algumas coisas surgem um pouco mais tarde. Um pouco difícil mas não impossível. Depois de tantos anos trabalhando com a Honda e Yamaha posso tentar contribuir enriquecendo-os com meu conhecimento adquirido”.

Antonio Jimenez finaliza dando um panorama do que achou da RS-GP: “A moto é bastante equilibrada, como tudo é conectado à eletrônica fica mais fácil saber onde é necessário melhorar. Com a eletrônica é possível refinar a moto corrigindo alguns erros, mas as principais características do projeto continuam lá, então é necessário conhecer tudo muito bem para saber quais rumos devem ser tomados, é por isso que leva um pouco de tempo para ter domínio de tudo”.

Matéria originalmente traduzida do site SpeedWeek.com

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