Dakar D3 – Domínio total da Honda: Brabec 1º, Cornejo 2º, Benavides 3º.

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O atributo alt desta imagem está vazio. O nome do arquivo é 15782343541298-1.pngQuem pratica Enduro sabe o quão complexo é pilotar rápido sob uma nuvem de poeira. E foi isso que aconteceu hoje no ´palco´ anelar de Neom (imagem acima). Quem abre a pista não tem esse problema e sim outro: não há rastros, não há marcas que possam guiar o piloto pelo caminho ideal e a navegação depende exclusivamente dele. Por esse motivo sair atrás de um bom piloto navegador tem a sua vantagem, e foi assim que a prova se desenrolou no terceiro dia.

O atributo alt desta imagem está vazio. O nome do arquivo é 20200105dak1098-a-s-o-c-lopez.jpgPode-se dizer que foi a terça-feira da Honda, que mostrou um domínio quase absoluto. A fábrica das asas douradas colocou três CRF450s à frente das KTMs, Husqvarnas e Yamahas. Mérito para o americano Ricky Brabec, que foi o segundo na etapa inaugural, depois de Price (hoje muito longe, depois de se perder), e que alcançou a sua primeira vitória ao completar esta etapa de forma espetacular.

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Para se ter uma ideia de como ele tocou a sua moto, basta ver a diferença de tempo que ele colocou sobre o segundo classificado – o chileno Ignacio Cornejo – cerca de 10 minutos. (que depois ficou em 5:56, quando a organização do Rally tomou o quilômetro 389 como tempo final devido a um problema técnico no GPS).

“Hoje foi realmente muito divertido. A tocada foi realmente épica. Havia muitas pedras, muita areia e uma navegação complicada. Foi muito rápido, o que eu realmente prefiro. Eu largue numa boa posição hoje. Comecei um pouco na décima segunda posição. Eu não tinha muita poeira. Passei pelo primeiro piloto no quilômetro 20. Eu sabia que hoje poderia empurrar. Foi difícil. Em cada ponto que eu achava difícil, reduzia a velocidade e piorava meu tempo. Eu estava empurrando o dia todo. Tivemos três especiais curtos. Eu estava andando muito bem e me senti muito bem hoje. O roadbook é realmente bom. A informação aqui foi legal. Amanhã será complicado. É sempre difícil abrir a prova porque você tem todos os pilotos atrás de você”, comentou Brabec.

A vitória de Ricky, além de torná-lo líder, tem o mérito especial por ser o fim da ‘supermaratona’; por ser a segunda etapa com a entrega do ‘roadbook’ pela manhã, 25 minutos antes do início da prova; e por ser a primeira a causar estragos. O piloto líder da Yamaha Adrien Van Beveren, após quebrar a clavícula em uma queda, teve que se retirar da competição.

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Outro piloto que sofreu um grande golpe que deixou seu ombro lesionado foi o botsuano Branch (imagem ao lado). Ontem ele foi a grande surpresa da prova ao vencê-la e hoje uma pedra o fez voar no ar, no km 88, quando abriu a pista. Pelo menos ele conseguiu chegar até o final. São dois exemplos da dureza do Dakar, em seu terceiro dia, em que o nível máximo de altitude (1.400 m) foi atingido e que o espanhol Barreda superou com destaque. No início, ele era o terceiro distando 13 minutos do líder, mas o corte mencionado o fez cair para o sexto lugar, e na classificação geral ele ocupa o quarto lugar cuja lista é liderada por Brabec, Benavides e Walkner, com o Castellon a 11:02m do líder. Um resultado fantástico para ele, considerando a fissura nas costelas obtida antes da competição, cujo local foi novamente atingido ontem após uma queda.

Sam Sunderland, da equipe oficial KTM Red Bull, e líder até ontem na classificação geral, encontrou muita dificuldade em pilotar a sua KTM, a ponto de distar 40 minutos do líder. Com a reclassificação, ele ficou em 14o lugar hoje e 9o na geral distando 17.10 m do líder. Outro que teve um dia para ser esquecido foi o atual campeão Toby Price, que devido a um erro no cálculo em sua rota, chegou 35 minutos do primeiro colocado. Após a reclassificação, Toby é o 6o na classificação geral, distando 11.58 m do primeiro colocado.

Toby depois da corrida deu a sua explicação — ““Foi um dia difícil, mas não tão ruim. As coisas estavam indo bem de manhã – alguns erros aqui e ali, mas nada muito ruim. Eu apenas tentei ficar sobre as duas rodas, andar em segurança e trazê-la para casa. Obviamente, a questão no final nos alterou um pouco, mas foi bom que os organizadores tenham reconhecido isso rapidamente e retificado os resultados. O palco foi realmente maravilhoso – muitos cânions e camelos – estou me sentindo bem e ansioso para voltar amanhã.”

A Honda não pode desejar uma melhor terceira rodada do Dakar melhor do que esta, já que quatro de seus pilotos estão entre os cinco primeiros na classificação geral.

Quem perde, por enquanto, é a sua maior rival no rally – a KTM. Contudo, todos sabem que irão enfrentar muita areia e vão precisar também de sorte. È o Dakar ficando cada dia mais difícil para eles, e mais atraente para nós…

Tabela de tempos – Dakar D3

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Tabela de tempos – Classificação geral D3

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