Ducati faz proposta a Fabio Quartararo.

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Para vários especialistas do MotoGP, Fabio Quartararo está muito próximo da Ducati em 2021. Nesta fase da temporada tudo é permitido na classe rainha – todos os pilotos, exceto os irmãos Márquez, conversam com todas as equipes. E Eric Mahe, empresário de Quartararo, também está fazendo isso. Em outubro, ele habilmente rejeitou uma proposta da Yamaha, apostando que o valor de seu piloto irá subir no mercado na próxima temporada, e já começou a avaliar as outras propostas que estão em cima de sua mesa.

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Faz muito tempo que estamos torcendo para que a Ducati ganhe um campeonato no MotoGP. A fábrica vem colocando motos competitivas no grid há três anos, mas, para muitos torcedores, falta piloto para conduzi-las. Assim, é natural que a marca busque novos talentos para a temporada 2021. A negociação com Vinãles já é de conhecimento de todos, e, agora, abriu-se uma porta também para Quartararo. Alguém apostaria em algum outro nome?

Certamente muitas coisas mudarão no final de 2020, e o cenário será muito diferente do de hoje. Pilotos como Rossi, Dovizioso e Crutchlow podem pendurar seus macacões no término da próxima temporada. Eles nem sequer escondem essa intenção. Crutchlow parece ter se cansado de tanto cair, e está postergando uma necessária cirurgia em seu tornozelo.

Os problemas de Dovi com Gigi Dal´Igna se agravaram em 2019, depois do Forli querer insistentemente pegar um caminho diferente daquele escolhido pelo seu diretor. Dovi demonstra estar pronto para alguma outra coisa – se divertir com o motocross? Acredita-se, no entanto, se a KTM fizer uma boa proposta, talvez ele reavalie sua ideia de retiro. Nesse caso, quem deixaria a KTM? Vejo a sela de Miguel de Oliveira como uma possibilidade.

Quando Rossi se aposentará?

Stoner, Pedrosa e Lorenzo, nenhum deles se aposentou aos 40 anos – idade atual do campeão italiano. Bem, quase 41, porque ele o fará em 16 de fevereiro. É claro que nenhum deles tinha nove títulos mundiais. Nenhum deles ganhou 115 grandes prêmios. Nenhum deles adicionou 234 pódios nas 402 corridas disputadas pelo ‘Doctor’. Ninguém é dono da fortuna, do carisma, e da posição privilegiada que ‘Vale’ ocupa no ‘paddock’ e nos negócios de MotoGP. E nenhum deles, certamente, arrastou os milhões de fãs que Rossi arrasta.

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Mas, sim, todo mundo, depois da 24ª temporada de Rossi no MotoGP, se pergunta quando Valentino desistirá; quando ele permitirá que o jovem Fabio Quartararo assuma o seu lugar na equipe oficial da fábrica de diapasões. Quando se cansar de não ganhar? Ele ficou 46 grandes prêmios sem vencer, desde a Holanda em 2017.

Quando ele se cansar de perseguir o seu sonho? Este ano ele completou 10 anos em busca do seu 10º título mundial. Quando ele se cansar de distar 246 pontos, ou seja, 10 vitórias (250 pontos) de Marc Márquez?

Rossi tem respostas pessoais, não públicas, para todas essas perguntas. Ele está em forma; ele ainda se diverte correndo; ele não sofreu nenhuma lesão grave. Ele possui um autêntico negócio de marketing em torno de dezenas de milhões de euros (tanto com a sua marca pessoal quanto com as peças de vestuário para o resto dos pilotos). Ele criou a melhor escola de pilotos do mundo. Os japoneses da Yamaha comem em sua mão e nunca lhe disseram para se aposentar porque vendem muitas motos graças a ele. O chefe da equipe Monster Yamaha, o britânico Lin Jarvis, é quase um funcionário dele. E ele mantém a “tripulação” de amigos, assistentes, treinadores e funcionários à sua própria custa e a seu serviço. Por que então ele deveria se aposentar?

Porque o tempo dele já passou é a tese mais difundida no ‘paddock’. Porque na Yamaha já existem três pilotos mais rápidos que ele: Maverick Viñales, o ‘Diablo’ Quartararo e o próprio Franco Morbidelli. Porque ele está impedindo a progressão de seu possível herdeiro na Yamaha. E porque, embora ele continue fazendo mudanças em sua equipe (este ano ele aposentou seu treinador Silvano Galbusera, substituindo-o pelo catalão David Muñoz), o problema é que ele não é tão rápido quanto era. “Não me acostumo vê-lo lutando pelo oitavo lugar”, disse recentemente seu ex-treinador, o australiano Jeremy Burgess, para ‘La Gazzetta dello Sport’. “Na minha época, ele largava em 11º, como aconteceu na Alemanha em 2006, e vencia.”

Está claro que, dada a sua carreira, Valentino conquistou o direito de decidir sobre seu futuro, quando e como ele partirá. “Eu, por exemplo, depois de tantas vitórias e títulos, quando comecei a perder, passar despercebido, ouvir as pessoas dizerem que eu estava acabado, senti que estava sendo humilhado e saí”, confessou o mítico Giacomo Agostini, 15 vezes campeão mundial.

A pergunta que Valentino tem que fazer a si próprio é muito simples: você acha que ainda pode pilotar como em 2008 quando ganhou de Stoner em Laguna Seca?

A resposta é “não”. E Rossi sabe disso, mas depois de percorrer e ganhar, junto com o seu irmão L. Marini, a prova dos 100 quilômetros em seu rancho na Tavullia, Rossi disse que está esperando a Yamaha M1 de 2020. É claro que o protótipo que ele testou “ainda não possui a potência, o impulso, a aceleração e a velocidade que irá permitir lutar com a Honda e a Ducati”. Se ele gostar da M1 e se sentir competitivo, o ‘Doutor’ considerará, no primeiro terço da próxima temporada, renovar por mais dois anos com a Monster Yamaha; caso contrário, ele cumprirá o ano restante do contrato e dará seu lugar na ‘equipe’ oficial a Quartararo. É claro que talvez, naquele momento, a Yamaha tenha que procurar outro parceiro para o ‘Diabo’, porque tudo parece indicar que Viñales, cansado da empresa dos diapasões priorizar sempre Rossi, pode assinar com a Ducati.

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A Yamaha parece disposta a esperar a decisão de Rossi. Mas há uma certa quantidade de risco nessa expectativa e, para muitos, enquanto Jarvis se move para tentar manter Vinales na equipe, a Ducati pode muito bem levar o seu piloto sensação – FabioQ20.

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Ficar com a Yamaha no período de dois anos 2021-22 seria a escolha lógica para Quartararo, mas para prosseguir com calma, sem preocupações, uma proposta convincente e em breve tem que chegar do Japão. Ir da Yamaha à Ducati pode também ser muito arriscado, considerando a recente aventura de Lorenzo na Honda e de Johann Zarco – o francês tem um estilo parecido com o de FabioQ20 e estava forte na Yamaha — mas flagrantemente naufragou na KTM.

Pode-se também considerar Pecco Bagnaia, estreante do MotoGP 2019 como Quartararò, e, de fato, com mais credenciais do que ele, porque foi campeão do mundo de Moto2. Pecco encontrou muitas dificuldades na sela da moto vermelha.

Enfim, Quartararò completará 21 anos em abril, e na Yamaha ele é um fenômeno, na Ducati…

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