Especial: a decisão da Yamaha e o futuro do MotoGP.

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A Yamaha escolheu dois jovens pilotos que podem desafiar Marc Márquez pela coroa de MotoGP pelos próximos cinco a dez anos, em vez de ficar com um veterano que pode desaparecer em um ou dois anos.

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Optar por promover Quartararo agora e pedir a Rossi que se retirasse era a coisa lógica a fazer. Melhor remover o gesso rapidamente, do que deixar a situação piorar. Embora tenha sido a decisão certa a ser tomada, não foi fácil, e a Yamaha deve ser elogiada por sua coragem.

Está claro tanto nas declarações contidas no comunicado de imprensa quanto nas informações de outras fontes que essa foi uma decisão da Yamaha – e, acreditamos, uma decisão que emanou do QG da Yamaha em Iwata, Japão – em vez de Valentino Rossi se oferecer para abrir o caminho para Quartararo.

“Embora tenhamos total respeito e confiança nas habilidades e velocidade de Valentino no campeonato de 2020 – ao mesmo tempo a Yamaha também precisa planejar o futuro”, disse o diretor da Yamaha, Lin Jarvis, no comunicado à imprensa. “Hoje em dia, com seis fabricantes de motocicletas na classe do MotoGP, talentos jovens e rápidos são muito procurados e, consequentemente, o mercado de pilotos começa sempre mais cedo.”

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Valentino Rossi fez um comentário na mesma linha. “Por razões ditadas pelo mercado de pilotos, a Yamaha me pediu no início do ano para tomar uma decisão sobre o meu futuro”, afirmou o italiano no comunicado à imprensa. “Consoante com o que disse na última temporada, confirmei que não queria apressar nenhuma decisão e precisava de mais tempo. A Yamaha seguiu os seus interesses e concluiu as negociações em andamento”

Ao mesmo tempo, a Yamaha também garantiu a Rossi que ele terá o apoio total da fábrica, caso continue no MotoGP. “Se ele se sentir confiante e continuar correndo, forneceremos uma moto YZR-M1 com especificações de fábrica e suporte completo de engenharia”, disse Lin Jarvis. Valentino Rossi gostou de ouvir isso. “Estou feliz que, se eu decidir continuar, a Yamaha estará pronta para me apoiar em todos os aspectos, me dando uma moto com especificações de fábrica e um contrato.”

Quem será o próximo?

Com Maverick Viñales e Fabio Quartararo fora do mercado, quem será o próximo grande alvo das fábricas? A Ducati, notadamente, ainda está perseguindo um piloto talentoso; o tipo de piloto que eles acreditam que pode fazer a diferença contra Marc Márquez — o homem que ficou entre Gigi Dall’Igna e a coroa do MotoGP –, o único prêmio que falta em sua lista de conquistas.

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A Ducati já tem duas opções internamente. O primeiro é Jack Miller, o jovem australiano da equipe Pramac Ducati. Miller amadureceu enormemente nos últimos dois anos, ajudado por estar no mesmo time por algumas temporadas seguidas. Ele parece pronto para competir por vitórias, mas ainda há pontos de interrogação sobre sua consistência ao longo de uma temporada inteira.

O segundo é Johann Zarco. A Ducati fez uma aposta muito barata e muito fácil com o francês, colocando-o dentro da equipe satélite Avintia, sob contrato direto. Zarco estará pilotando uma GP19, em vez de uma GP20, mas será medido de acordo. Se ele preencher as expectativas, ele pode ser o piloto que a Ducati está procurando.

Fora da Ducati, a equipe Suzuki parece madura para a colheita. Alex Rins demonstrou sua velocidade, mas faltou consistência. A contratação de Rins seria uma aposta incerta de dar frutos para a Ducati.

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Em contraste, Joan Mir é o piloto que parece capturar a imaginação das outras fábricas. A Honda estava tentando assinar com Mir quando Jorge Lorenzo apareceu no meio de 2018, e eles optaram pela experiência. A Ducati poderia muito bem almejar Mir ainda jovem, uma aposta que vale a pena arriscar.

Mir tem todas as ferramentas certas: o espanhol foi campeão de Moto3 e dominou o ano em que conquistou o título. Ele venceu uma corrida no seu primeiro ano completo na categoria – um parâmetro em termos de talento – e subiu ao pódio em seu primeiro e único ano na Moto2. Mir teve um começo difícil em sua carreira no MotoGP, especialmente depois de se machucar seriamente em um acidente de teste em Brno. Mas ele estava começando a acompanhar o ritmo de seu companheiro de equipe até o final da temporada, e estava claramente em uma curva ascendente. Além disso, o relacionamento de Mir com Alex Rins nunca foi tranquilo, dando aos dois pilotos um forte motivo para sair.

Jorge Lorenzo como piloto de testes da Yamaha 

De certa forma, a decisão da Yamaha de fazer suas jogadas para 2021 tão cedo na temporada abriu um grande buraco durante o recesso do MotoGP. Dois dos maiores nomes já foram excuídos e, com Marc Márquez perto de assinar com a Honda, o mercado ficará “mais fino” tem termos de opções. Mas a Ducati ainda não desistiu e está tentando roubar um piloto da Suzuki. A Suzuki terá que encontrar um substituto se Rins ou Mir partirem, mas tentará em um primeiro momento, assim como a Yamaha fez, impedir que ambos saiam.

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A próxima assinatura do MotoGP será, no entanto, de outro grande nome. A mídia espanhola e a Skysportmotogp.com estão reportando que Jorge Lorenzo está perto de assinar um acordo com a Yamaha como piloto de testes. A Yamaha tem um grande programa de testes para o MotoGP na Europa este ano, como você lerá em matéria a ser publicada futuramente aqui no Maniamoto.

A mudança será bem-vinda por Maverick Viñales. O espanhol acredita que Jorge Lorenzo foi o melhor piloto de desenvolvimento da Yamaha, e recentemente declarou que a moto de 2017 que ele montou quando chegou à Yamaha foi a melhor M1 que ele já pilotou. Depois que Lorenzo saiu e Valentino Rossi liderou o desenvolvimento, a moto ficou menos competitiva. Ter Lorenzo direcionando o desenvolvimento da M1 para o futuro terá papel fundamental no sucesso da Yamaha.

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