Ezpeleta: A Kawasaki pediu para fazer wildcards na MotoGP.

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Atualmente seis fabricantes estão oficialmente presentes na categoria rainha do mundial de motovelocidade. O último teste em Sepang mostrou uma competitividade interessante onde vimos o melhor tempo de Quartararo abrindo apenas 0,345 de Aleix Espargaró com sua Aprilia, até os novatos Alex Márquez e Brad Binder estiveram respectivamente apenas 0,693 e 0,755 do francês sensação.

Paolo Scalera entrevistou Carmelo Ezpeleta, chefe da ‘brincadeira’ toda da MotoGP, para o GPone, segue alguns trechos desta entrevista:

“Para 2022, a Aprilia pediu o lugar de fabricante, algo que eles não desejavam antes, portanto teremos oficialmente seis equipes de fábrica. Agora, se eu tiver que dar um exemplo é o seguinte: Se a Kawasaki quiser entrar no mundial só será possível através de um acordo com equipes privadas”.

“Agora, a licença para participar do mundial tem um valor em si, antes não tinha. Se alguém quiser participar deve fechar acordo com alguma equipe existente. Do ponto de vista esportivo quanto mais equipes tivermos melhor será para o show, mas no momento essa é a solução que mais me agrada”.

“Vou contar uma coisa, recentemente a Kawasaki pediu para fazer alguns wildcards com sua Superbike. Eu disse não porque os ‘curingas’ são apenas para os participantes da categoria”.

“As pessoas pensam que quanto mais houver, melhor será, mas cada equipe satélite representa um investimento para nós de 6 milhões de euros. Tenho então a possibilidade de aumentar? Este é um cálculo que tenho que fazer”.

Quando termina o acordo entre a Dorna e as fabricantes?

“No final de 2021 e já estamos em um estágio avançado para os próximos acordos”.

O que vai mudar?

“Muitas coisas. Estamos aumentando a contribuição para as equipes satélites e fabricantes. Por exemplo, hoje cada fabricante recebe um milhão de euros por cada motocicleta fornecida às equipes satélites. A partir de 2022 receberá um milhão e meio de euros”.

Você está satisfeito com o WSBK?

“Acho que o WSBK é necessário porque precisamos ver a competição das motos produzidas em série. Se dependesse de mim as motos estariam ainda mais próximas das motos produzidas em série porque elas já têm uma performance incrível. Mas também sei que existem diferenças importantes entres os modelos, a Ducati já estaria pronta para as competições com a moto que vende, a Honda está se preparando”.

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