Jack Miller pode ser uma boa aposta para a Ducati em 2021?

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“…temos Miller e Bagnaia em quem depositamos muita confiança e expectativas”
Paolo Ciabatti

Como descrever a trajetória de Jack Miller, piloto atual da Pramac, equipe satélite da Ducati? De veloz e barulhento vencedor na Moto3 a uma perspectiva quente para ser piloto de fábrica em um futuro próximo?

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Para muitos, uma das pessoas-chave na transformação de Jack Miller foi Cal Crutchlow. O britânico levou Miller sob sua asa quando o australiano aportou no MotoGP, vindo diretamente da Moto3. Ele era uma criança selvagem em seu primeiro ano no MotoGP, carregando peso demais e sem gastar tempo suficiente em treinamentos. Uma reação natural, talvez, depois de descer de uma Moto3, onde ele teve que passar fome para ser competitivo, e entrar em uma moto com mais potência do que sabia usar.

Crutchlow colocou Miller no caminho certo, treinando-o e motivando-o. De alguém que odiava treinar, Miller se transformou em um dos pilotos que mais trabalham hoje no paddock. Essa aptidão também lhe deu confiança, eliminou uma dúvida de sua mente, e o ajudou a se concentrar mais nas corridas.

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No ano passado ele deu outro passo. Em parte, porque ele estava em uma situação mais estável do que antes, com o mesmo time e com as mesmas pessoas ao seu redor. Em parte, porque ele está um pouco mais velho, um pouco mais experiente, e descobriu que você vence corridas sendo rápido no final, e não no começo. Hoje Miller trabalha para ser mais suave, mais paciente, conservando mais os seus pneus. Ele tem apenas 25 anos, mas parece pronto para conquistar algumas vitórias no Campeonato.

Conquistar vitórias é sinônimo de gerenciar pneus? De certa forma sim. È sobre aprender a extrair o máximo de desempenho possível do pneu (especialmente o traseiro). Isso significa equilibrar o uso da dianteira preservando os pneus o máximo possível para o fim, para que você possa usar o freio com mais força ou fazer algumas ultrapassagens, e ter um pouco de reserva em mãos na volta final.

Miller mostrou que tem velocidade e  agressividade necessárias para ter sucesso na categoria rainha. No ano passado ele fez muito progresso ao ser paciente, poupando-se nas últimas voltas da corrida. Paciência é a coisa mais difícil de aprender, pois vai contra todos os instintos que um piloto tem. Mas paciência é a diferença entre queimar os pneus antes da metade da prova e ter o suficiente na mão para fazer a última volta, ultrapassando na última curva. Fica mais fácil com a idade, e Miller está começando a temporada em que a sua maturidade está começando a ajudar.