Jorge Lorenzo, sua vida do céu ao inferno.

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Jorge Lorenzo
Jorge Lorenzo

Essa matéria trata-se apenas de uma simples retrospectiva do piloto Jorge Lorenzo após sua saída da equipe Yamaha rumando ao desconhecido mundo ducatista.

Por muitos quilos de ouro o piloto espanhol foi contratado, ninguém sabe ao certo mas a impressa especializada diz que seu contrato gira em torno de 12,5 milhões de euros por ano.

Jorge Lorenzo chegou como a grande promessa diante de uma situação nada confortável da Ducati, seca de títulos mas com uma luz no fim do túnel após duas vitórias na temporada de 2016, a equipe italiana ficou há exatos 2.128 dias sem saber que era saborear uma vitória, o nó da garganta foi desatado pelo controverso Iannone no dia 14 de agosto.

Iannone

Com seu estilo inconfundível de andar sobre trilhos e uma fama de grande acertador de motos mais a Ducati abarrotada de dinheiro seria uma combinação perfeita, não? Nem tudo são flores, de longe nem os analistas esportivos mais experientes no ramo não imaginavam que Andrea Dovizioso no ano de estréia do espanhol estaria lutando pelo título mundial, um piloto que até então tinha apresentações tímidas e tão limitadas quanto uma chuva de verão no meu sertão cearense.

Andrea conseguiu vencer 6 vezes e acabou de vez com todo o glamour do recém chegado companheiro, e o pior, a impressa não perdoa! Comparações, pressão interna, o jogo virou de cabeça para baixo com a situação dessa maneira. 2017 não foi um ano nada fácil para a “grande aposta” mas com seu fim veio 2018 e as esperanças renovadas com a Ducati investindo em um motor mais poderoso ainda e um chassi mais curto, característica essa que qualquer pessoa com o mínimo de entendimento sobre a competição iria imaginar que seria uma ajuda ao Lorenzo na sua empreitada.

Uma luz no fim do túnel surgiu, nos testes de pré-temporada Jorge obteve uma grande façanha na Malásia ao conseguir o tempo de 1min:58s:380, a quebra de recorde extraoficial da pole position do compatriota Dani Pedrosa no ano de 2015(1min:59s:053). Com uma atitude assim qualquer fã gritaria: “AGORA VAI, QUERO VER QUEM SEGURA O HOMEM!!!”.

Mas vida é uma caixinha de surpresas, nos testes seguintes a GP18 começa a mostrar certos pontos fracos com um desempenho pífio em Buriram na Tailândia, um grande banho de água fria, mas nada não é tão ruim que não posso piorar. Chegam os testes do Qatar e Lorenzo termina com tempos atrás do seu companheiro de equipe.

A impressa não perdoa, já disse isso? Bem, não custa repetir, o fato é que Lorenzo teve uma péssima corrida na abertura do campeonato no Qatar, um final de semana para ser esquecido, problemas elétricos, problema na bomba de gasolina e para completar o show de horrores o piloto ficou sem freios durante a corrida ocasionando seu abandono. Espero estar errado, mas são muitos problemas para uma única moto.

Lorenzo se esforçando ao máximo teve que aturar mais uma vez Dovizioso vencer ninguém menos que Marc Márquez em um confronto belíssimo decidido na última volta, na última curva, emocionante! O ano é 2018, fim de muitos contratos e com isso temos a dança das cadeiras, e uma situação obscura começa a se instalar, Jorge Lorenzo discute com Luigi Dall’Igna e joga de vez no ventilador seu descontentamento com a equipe, longe de estar recebendo o tratamento que foi acordado antes de sua chegada, hoje precisa se reinventar e mostrar seu valor à Ducati, mas diante de uma possível proposta de renovação do contrato na casa dos 4 milhões de euros(bem distante dos 12,5 atuais) fica complicado, pra piorar as más línguas espalham que foi ofertado para o Dovizioso um contrato de 6 milhões de euros ao ano.

Jorge Lorenzo

Que sinuca de bico, mas a vida é cheia de oportunidades, principalmente para um cara que é cinco vezes campeão mundial e tem apenas 30 anos de idade, a luz no fim do túnel para o Jorge Lorenzo atualmente pode ser a Suzuki, uma equipe que passou por maus bocados na temporada de 2017 mas que vem dando a volta por cima com uma ótima pré-temporada e um pódio já na segunda corrida na Argentina.

Não é uma equipe com tantos recursos financeiros como a Ducati mas para quem fez a vida na Yamaha que está acostumada a obrar milagres com poucos recursos financeiros não será um problema.

Vale ressaltar que a Suzuki é uma equipe comandada por Davide Brivio, o homem que esteve a frente da Yamaha na sua década de ouro, aliás, a Suzuki tem o apelido carinhoso de “Yamaha Two”. Vamos ver o que os próximos capítulos nos reservam sobre essa figura única no grid da MotoGP.

Continuar na Ducati com o mesmo tratamento atual sem ter a equipe trabalhando para entregar uma moto de acordo com seu estilo, ou tomar frente de um projeto com grande potencial mas que carece de uma liderança experiente? Façam suas apostas.
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A vida é muito engraçada, você que está lendo essa matéria entenda o que aconteceu com o piloto espanhol: Lorenzo na cova do leão Marc Márquez