Marc Márquez vai em busca da tríplice coroa com determinação.

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“Eu adoraria ser lembrado pelo prazer que propiciei às pessoas com a minha pilotagem — como Randy Mamola, que não ganhou nenhum título, mas que faz todos nós lembrarmos dele pela magia que mostrou nas pistas”
Marc Marquez

Alguns dizem que agora veremos o autêntico Márquez, uma vez que ele conquistou o seu sexto título mundial em sete anos no MotoGP e a sua oitava cora, tornando-se o piloto mais jovem da história a acumular tantos títulos. Mas a verdade é que mesmo ele, que sempre quis ficar sem pressão, sabe que a busca por mais dois títulos começa neste fim de semana em Motegi (Japão), continuará em Phillip Island (Austrália), passa por Sepang (Malásia), terminando em Valência, na Espanha.

Ele não poderá fazer o que quiser; ele não conseguirá correr apenas pelo prazer; ele não poderá arriscar menos do que desejaria, já que o garoto de Cervera quer novamente contribuir para repetir a tríplice coroa (piloto, construtores e equipe) conquistada no ano passado.

Os torcedores em primeiro lugar

“Eu sei que não será igual quando eu conquistei o título, mas quero continuar apertando e tentando ajudar a minha marca, a Honda, e a minha equipe, a ´Repsol Honda Team´, porque para todos eles é muito importante obter os outros dois títulos”, disse Márquez, que tentará ganhar em Motegi como fez em cada corrida.

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Márquez comentou, assim que conquistou sua oitava coroa, o que ele mais amaria nesta vida é “deixar uma bela recordação pela minha pilotagem, para deliciar os fãs com as minhas corridas, já que existiu pilotos, por exemplo, como o espetacular, popular e amigável Randy Mamola {foto acima}, que não conquistou a coroa das 500cc, mas todos se lembram dele com muito carinho. Por que? Porque Randy fez os fãs apreciarem o seu impressionante estilo de pilotar. Bem, algo assim gostaria que acontecesse comigo.”

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Márquez está mais perto de conseguir o título de construtor para a Honda e menos o de equipe. Na classificação de marcas, a Honda lidera sobre Ducati por 77 pontos , enquanto na tabela de pontos de equipes, a Ducati Corse supera a Repsol Honda em 19 pontos. Tanto em uma classificação quanto em outra, a influência de Márquez é impressionante, porque mais de 75% dos pontos em ambas as disputas foram alcançados pelo oito vezes campeão do mundo. Além disso, na disputa entre equipes, há o fato de que Márquez acrescentou 325 pontos num total de 358 para a Repsol Honda, enquanto o “choroso” Jorge Lorenzo adicionou apenas 23 e Stefan Bradl, piloto de testes da equipe, adicionou os 10 restantes.

Triunfo esmagador

Márquez há quinze dias em Buriram (Tailândia) conseguiu renovar seu cetro de campeão do MotoGP ao atingir uma diferença de 110 pontos para o italiano Andrea Dovizioso (Ducati), 158 para o catalão Àlex Rins (Suzuki) e 162 para Maverick Viñales (Yamaha).

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Notadamente Valentino Rossi (Yamaha), a quem Dovi presentou com a polêmica declaração – “Penso que Rossi tem mais talento que Márquez”, está 180 pontos atrás do espanhol, ou seja, mais de seis vitorias.

Márquez está sendo incentivado por todos os membros de sua equipe a manter o seu estilo agressivo peculiar.“Fiz na Tailândia e posso repetir, agora com mais determinação e tranquilidade, em Motegi e nos outros lugares. Digo isso porque me dá prazer fazer o público desfrutar, sejam eles meus seguidores ou não, a minha forma de pilotar. Em Buriram, eu poderia ter corrido de forma conservadora, mas queria ganhar o título e vencer a corrida.”

Como escreveu o estoico Sêneca — “Viver, caro Lucílio, é lutar”.

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