Maverick Viñales:”Não sei se continuarei com a Yamaha”.

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O contrato de Maverick Viñales expira no final de 2020, e, aparentemente, o espanhol já tem algumas opções em sua mesa.

No “mercado do MotoGP”, como todos sabem, mudanças imperceptíveis ocorrem antes da troca oficial de assentos. Assim posto, é perfeitamente normal que Maverick Viñales comece a negociar o seu futuro nas últimas corridas do ano. Negociações nas quais a Yamaha, é claro, não é a única casa envolvida.

“Todo mundo fala com todo mundo”, disse um piloto há alguns anos, descrevendo perfeitamente o clima de intrigas vivido no paddock nesta época do ano, e é perfeitamente natural que todas as equipes tentem colocar os melhores pilotos em suas selas disponíveis. Numa transferência o piloto avalia suas opções com relação a competitividade da moto, do engajamento e da política interna da equipe. Traduzindo em outras palavras, o peso que ele terá dentro da equipe considerando o seu parceiro de garagem.

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Maverick Viñales está atualmente em uma posição bastante desconfortável. Por um lado, ele está pilotando uma das motos mais procuradas do paddock – “a Yamaha M1, que é difícil vencer com ela, mas que todo mundo melhora melhora como piloto”. Por outro, ele se encontra em uma situação bastante delicada na perspectiva de 2021.

Vindo da Suzuki onde mostrou uma performance exuberante, quando migrou para a Yamaha foi o piloto da equipe que mais venceu corridas desde 2017. Mesmo assim o espanhol nunca foi capaz de convencer o público e os líderes da fábrica dos diapasões de sua primazia sobre Valentino Rossi.

Rápido nas qualificações, e nem sempre confiável no desenvolvimento da moto, mostrou-se muitas vezes um comportamento incompreensível no início das corridas – ele geralmente começa em câmera lenta e depois melhora nas últimas voltas. Maverick não conseguiu conquistar o papel de principal protagonista da Yamaha como ele inevitavelmente esperava.

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Para piorar as coisas para o seu lado, vamos imaginar que Rossi se aposente no final de 2020, como um grande número de torcedores assim deseja. A forte ascensão de Fabio Quartararo, que nas últimas corridas o ultrapassou com frequência, colocou-o na desagradável situação de se ver subordinado a um piloto considerado a grande revelação do MotoGP e que deve assumir o papel de principal protagonista da equipe. Uma situação que ele já viveu com Valentino Rossi e que não deseja repetir.

Daí as declarações nas quais ele fala explicitamente da Yamaha como uma solução potencialmente não ideal, sugerindo, entre outras coisas, que está negociando com outras fábricas.

“Não sei se a melhor solução, atualmente, é continuar com a Yamaha”, disse Maverick aos microfones da DAZN, sugerindo que está avaliando outras marcas. Instado no prospecto da Suzuki, onde, no entanto, Rins e Mir estão bem casados com a fábrica, Viñales expandiu as opções em potencial. “Eu já tenho ofertas de várias casas, não apenas da Suzuki”. Depois disso, quando pressionado, ele não mencionou mais os nomes, mas fala-se em uma equipe que procura um piloto “que é bom no freio e acelera rapidamente”

Uma descrição que indica claramente que ele seria adequado para a Honda RC213V (é difícil ver uma longa associação entre a HRC e Jorge Lorenzo), e também para a Ducati Desmosedici, uma moto cujas assentos oficiais expiram no final de 2020 . Fiquem atentos…