Oficial: Marc Márquez renova com a Honda por mais quatro anos.

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“Um singular campeão merece um acordo único. Em minha cabeça, não consigo pensar em mais ninguém assinando um contrato de quatro anos”
Mat Oxley

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Marc Marquez assinou uma nova extensão de contrato com a HRC quase sem precedentes no MotoGP, que o fará permanecer na equipe Honda da fábrica por mais quatro anos, depois que o seu contrato atual expirar no final da temporada 2020. Isso significa que Marquez será piloto da Honda nos próximos cinco anos. Período em que Márquez, segundo Albert Puig, diretor geral da Honda, ainda será o piloto dominante da categoria rainha.

A renovação do contrato de Marquez foi amplamente antecipada aqui no Maniamoto, embora a sua duração nos deixou surpreso. O contrato é um sinal do compromisso de Marquez e da Honda entre si e uma clara indicação dos objetivos e intenções do atual campeão mundial. Marquez corre para vencer corridas individuais, e principalmente para conquistar títulos. Ele vê claramente a Honda como a sua melhor aposta para caminhar aonde quer chegar.

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Marc Márquez: “Estou muito orgulhoso de anunciar minha renovação com a Honda Racing Corporation pelos próximos quatro anos. A Honda me deu a oportunidade de estrear no MotoGP com uma moto oficial em 2013. Desde o primeiro ano, alcançamos sucesso juntos e estou muito feliz por continuar fazendo parte da família Honda”.

Há boas razões para Marquez ficar na Honda. O espanhol dirige e controla o desenvolvimento da Honda RC213V, exigindo uma moto que faça o que ele precisa para vencer. O controle que ele tem na fábrica é sem precedentes na história: a Honda interrompeu seu ciclo normal de rotação de engenheiros a pedido de Marquez.

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É também um sinal de que a HRC está toda com Marc Marquez. A estratégia deles para o sucesso é simplesmente dar ao espanhol o que ele pede e confiar nele. É uma história de estratégia que se mostrou correta. Desde a sua chegada em 2013, Marquez conquistou o título de Honda em seis de sete temporadas. Ele começa a temporada de 2020 como o favorito, apesar de ter sido submetido à duas cirurgias no ombro nos últimos dois anos.

A assinatura de Marquez também fecha uma porta para outras fábricas, principalmente a Ducati. O atalho para conquistar o campeonato – a contratação de Marc Marquez – não está mais disponível e, portanto, as outras fábricas devem procurar “the Next Big Thing”, o jovem piloto que pode desafiar o atual campeão. A Yamaha tomou a iniciativa com a renovação de Maverick Viñales e a contratação de Fabio Quartararo para a equipe da fábrica em 2021. Espera-se que outras fábricas sigam caminhos semelhantes.

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O acordo de Marquez é único por sua extensão. Enquanto a maioria dos contratos para pilotos de MotoGP é de dois anos, no máximo, nenhum foi anunciado publicamente por quatro temporadas.

Isso não significa que os pilotos não assinaram acordos efetivamente de quatro anos antes. Rumores no Paddock diziam que os pilotos da KTM eram efetivados no esquema dois e dois – dois anos na Moto2, seguidos por dois anos no MotoGP. Mas esses acordos são cercados de outras condições. Por exemplo, Binder passou três anos na Moto2, subindo para o MotoGP apenas este ano.

Após a perda de Maverick Viñales, acredita-se que a Suzuki também assinará contratos que se assemelham mais a acordos de quatro anos. Joan Mir assinou ostensivamente um contrato de dois anos com a Suzuki, mas há rumores de que o contrato contêm cláusulas que permitem à Suzuki estender o contrato, tornando mais difícil para Mir simplesmente sair no final de seu acordo de dois anos.

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Sim, seria fantástico ver Marc pilotando por outra fábrica. Mas não vou polemizar a velha discussão que para ser reconhecidamente um campeão “você precisa vencer em motos diferentes”. Se alguns de vocês deseja iniciar esse argumento, sugiro que o aceite com base nos lendários campeões do passado como Surtees, Roberts, Rainey, Schwantz, Doohan, etc.

Você não precisa mudar de fabricante para ser o melhor de todos os tempos. Você simplesmente deve provar que pode vencer com uma moto ruim. Ou ganhar o campeonato de fabricantes e equipes por conta própria.

Enfim, cinco anos serão suficientes para que a Honda, com calma, ache um outro piloto que possa substituir Marc Márquez.

É consenso que a HRC, com essa genial manobra, fechou a porta para uma possível marcha da Ducati. O comportamento agressivo da Ducati está mudando o paddock do MotoGP?