Sepang D1: As Yamahas da Petronas foram as mais rápidas. O novo pneu Michelin funciona?

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A lição do teste de MotoGP de Sepang de 2019 é que os testes são apenas uma indicação do que pode ocorrer durante a temporada. Interpretar os tempos é mais parecido com um jogo de dados do que uma garantia para o futuro. Até os engenheiros da fábrica, com todas as informações do teste à sua disposição, só conseguem ver o que a própria moto está fazendo e precisam adivinhar onde estão os rivais. Nada está gravado em pedra.

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No entanto, vale a pena acompanhar, e ainda é possível tirar algumas conclusões. Se as motos de uma fábrica estão todas juntas, isso sugere que a base da moto é boa; se estiverem espalhadas, talvez isso seja mais um sinal de que é o piloto que está fazendo a diferença. Se as lacunas de tempo forem relativamente pequenas, as corridas serão apertadas. Se houver uma mistura de máquinas de fábricas diferentes à frente, é um sinal da evolução de algumas fábricas. Apesar de estarem sob instruções estritas para dizer o mínimo possível, os pilotos também dão dicas sobre o que realmente pensam da moto; seus verdadeiros sentimentos vazam sob uma falsa positividade ou fingida despreocupação.

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Assim posto, a pré-temporada de MotoGP de 2020 começou em Sepang. A chuva atrapalhou o meio e o final do primeiro dia do teste, e os pilotos perderam três horas em uma pista úmida. Mesmo assim alguns conseguiram rodar cerca de 60 voltas na pista.

Fabio Quartararo terminou o dia como o mais rápido, à frente de seu companheiro de equipe da Petronas Yamaha, Franco Morbidelli. Ambos os pilotos estavam nas motos A-Spec, a evolução da M1 2019 que Morbidelli usará em 2020 (veja a matéria anterior). Alex Rins terminou a sexta-feira como o terceiro mais rápido da Suzuki, um quarto de segundo atrás do Quartararo, e alguns centésimos à frente de Cal Crutchlow da LCR Honda.

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Maverick Viñales foi o mais rápido da Yamaha oficial, quatro décimos mais lento que o Quartararo, apesar de ter sofrido um pequeno acidente. Atrás dele e em sétimo lugar, Aleix Espargaró liderou os irmãos Espargaró. O piloto da Aprilia foi um décimo mais rápido que o piloto da KTM. Joan Mir terminou o dia em nono, a seis décimos da Petronas Yamaha e um milésimo de segundo mais rápido que Valentino Rossi, em décimo.

Rossi no final do dia comentou que o novo pneu é um passo à frente. “Na minha opinião, é melhor, há mais aderência. Parece que está indo bem para todos e, de fato, os tempos já estão muito bons.”

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Marc Márquez foi submetido à fisioterapia (250 horas) para tratamento de seu ombro direito desde 2 de dezembro. Segundo ele, o ombro está menos doloroso em relação ao esquerdo, no ano passado, mas com menos força. Sua prioridade é dar 30 voltas por dia e avaliar as novas e principais peças que a Honda trouxe para este ano.

Sei que ainda é cedo, mas para aqueles que duvidaram da contratação de Alex Marquez, até agora ele está provando que estavam errados. Atualmente Alex está em 11º, à frente dos novatos Binder e Lecuona, Miguel de Oliveira, Pecco Bagnaia e J. Zarco, menos de um segundo atrás de Quartararo, e apenas 0,2s atrás de seu irmão. Um tempo respeitável.

Tabela de tempos – Sepang D1

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