Viñales quer mostrar que entre “O Diabo” e ele, o bem é ele.

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Sim, é possível que os pilotos tenham um convidado no pódio, depois da corrida que encerra o ano no Circuito de Cheste, em Valência. Será uma corrida, eu aviso, emocionante por muitas razões. Primeiro, Marc Márquez (Honda) quer fechar seu magnífico ano com outra vitória (12), que lhe proporcionará (se puder, porque não depende apenas do resultado) outro título para a equipe Repsol Honda. Segundo, o ‘novato’ do ano, o homem que todos esperam que seja campeão algum dia (com ou sem a permissão de Márquez), o francês Fabio Quartararo (Yamaha) quer receber o batismo da Copa do Mundo com a sua primeira vitória no MotoGP. E, três, Maverick Viñales, a autêntica alternativa oficial e madura para a marca de diapasões, que pode sair em 2021 para assinar com a Ducati, quer mostrar que entre o ‘diabo’ e ele, o bem é ele.

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Eu estava falando de um convidado, certo? Bem, não parece que será o “eterno” vice-campeão italiano Andrea Dovizioso (Ducati), que usará todas as suas forças, que ele parece ter perdido no caminho torto de Cheste, para reter a liderança com relação ao título de equipes do mundial. Esse título é a única chance que a Borgo Panigale tem de conquistar alguma coisa, depois que Márquez arrebatou sozinho o campeonato de – piloto e construtores. O convidado provavelmente seria o australiano Jack Miller, que é, no momento, a melhor ‘Desmosedici’ do fim de semana.

Sempre a mesma velha história

A temporada terminará com o cenário habitual?  Provavelmente sim, já que a tônica geral em 2019 foi — lute na pista até que Márquez, o “deuso” de duas rodas, muito mais que um ‘médico’, que um professor, que um puro-sangue, ou como você gostaria de lembrar dele quando se aposentar, decidir que a “festa” acabou. Ou seja, a sexta-feira foi de Quartararo; o sábado foi muito disputado, e, embora Márquez tenha alcançado 10 ‘poles positions’ e o seu sétimo BMW consecutivo de luxo desde que está no MotoGP, a ‘pole’ – sexta – ficou para o ‘Diablo’, mas a corrida poderá ser de Márquez. Ou um segundo lugar.

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Lembre-se, Marc tem 11 vitórias e 6 segundos lugares em 18 corridas. Vamos para a 19º corrida, a última.

A disputa pela ‘póle’ hoje foi muito feroz: No começo 1.30.800 para Márquez; 1.30.086 para Miller, na continuação após duas voltas suicidas do novato francês: 1.30.007 e o final de 1.29.978. Só não se esqueça que Marquez ficou em segundo – a 32 milésimos de segundo de Quartararo. E Miller, a 0,108; e Viñales, a 0,200. Depois vieram os outros que nada tinham a dizer: ‘Dovi’ será o sexto, com 0,533; e Valentino Rossi ficou em 12º.

“Estou muito feliz pelo tempo alcançado, apesar de achar que todos nós poderíamos correr um pouco mais”, explicou Quartararo quando chegou ao ‘curralito’ dos vencedores. “Ventou hoje bem mais do que ontem e a moto estava se movendo horrores. Mas estou feliz por ter melhorado meu ritmo de corrida, que ontem não vi como suficiente para suportar 27 voltas atrás ou na frente de Marc.”

Márquez líder em tudo

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E Marc, bem, você sabe, ele está feliz pelo que conquistou. “Achar um ‘poste’ hoje foi muito complicado. A Yamaha e Quartararo nas curvas foram terríveis, mas veremos amanhã se eles aguentarão um ritmo tão alto ”, disse Márquez, que tem muito mais voltas em 1,30 (4) do que os outros pilotos. Bom ritmo, mas não igual ao de Quartararo e Miller. Viñales também demonstrou ter ritmo, mas parte da segunda fila e sabemos que o catalão da Yamaha tem o hábito de sufocar os “novatos”.

“Vou correr para vencer, não pretendo fazer contas no meio da corrida pensando no que precisamos, como equipe, para ser campeão. Eu vou lutar pela vitória e espero que Jorge (Lorenzo) se sinta motivado em sua última corrida e tente ganhar um punhado de pontos”, comentou Márquez, cuja equipe, Repsol Honda, está a dois pontos da equipe Ducati na disputa do Campeonato de Equipes.

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O Campeonato do MotoGP terminará com 10 ‘póles’ para Marc Márquez, que acrescentou, insisto, outro BMW esportivo à sua garagem como prêmio; e seis para o melhor ‘novato’ da temporada, Fabio Quartararo, que, incompreensivelmente, continuará no próximo ano na equipe ‘satélite’ da Yamaha (Petronas), já que Rossi não planeja se aposentar (ainda); e com três ‘poles’ para Viñales, o outro grande piloto da Yamaha.

Viñales sabe que, para vencer amanhã, terá que terminar a primeira volta entre os três primeiros, e não deixar Marc Márquez escapar…