WSBK: Scott Redding na Ducati; Álvaro Bautista sem equipe definida ainda.

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Já era conhecido há semanas, mas hoje a equipe da Aruba.it Ducati anunciou a contratação oficial de Scott Redding para pilotar uma Ducati no WorldSBK para a temporada de 2020.

O britânico de 26 anos de Quedgeley (Gloucestershire), que este ano participa do BSB (Campeonato Britânico de Superbikes), onde até agora alcançou seis vitórias e cinco pole positions, está em segundo lugar no campeonato na classificação geral, com a Ducati Panigale V4 R da Be Wiser Racing, e fará a sua estreia no campeonato de fábricas em 2020, após uma presença de cinco anos no MotoGP e um ano no BSB.

Não é surpresa que Redding esteja no WorldSBK. O inglês expressou interesse em retornar às corridas do campeonato mundial, tendo sido primeiramente procurado pela equipe Shaun Muir Racing BMW. Essa opção fracassou devido às dificuldades contratuais que tirariam Redding do segundo ano de seu acordo com a BSB, mas a mudança para uma equipe da Ducati foi mais fácil de negociar.

Scott Redding vai juntar-se ao já confirmado Chaz Davies, que no próximo ano vai embarcar na sua sétima temporada consecutiva numa Ducati, formando assim uma dupla muito forte de pilotos britânicos.

Após a oficialização de seu contrato, Redding declarou: “Estou muito feliz por me juntar à equipa Aruba.it Racing – Ducati, que é algo que eu queria há muito tempo, porque poder trabalhar com uma equipe que pode lutar por um título mundial é realmente uma ótima oportunidade para mim.

Obviamente, agora eu tenho que permanecer totalmente focado no Campeonato Britânico de Superbike, porque eu quero tentar ganhar esse título com a Be Wiser Ducati, antes de voltar a um campeonato mundial novamente. Um grande obrigado a todas as pessoas que ajudaram a fazer esse sonho acontecer, e agora mal posso esperar para entrar na moto Panigale V4 R de fábrica no Campeonato Mundial de Superbike.”

A assinatura de Redding foi possível devido Alvaro Bautista e a Ducati não conseguirem chegar a um acordo financeiro. Inicialmente as conversas foram a favor de Bautista no início da temporada, quando ele venceu as primeiras 8 corridas e 3 Superpoles seguidas. Mas seu declínio espetacular desde Imola, vencendo apenas uma corrida desde então e trocando uma vantagem de 61 pontos para um déficit de 81 pontos, enfraqueceu severamente seu valor para a Ducati.

Onde Bautista irá agora ainda é incerto. Relatos confiáveis revelaram que o espanhol foi contratado pela HRC para competir pela equipe de fábrica da Honda no WorldSBK. Mas há dúvidas que isso aconteça. Acredita-se que a HRC esteja pensando em sair do WorldSBK, deixando a equipe Moriwaki Althea comandar o show.

Isso deixa Bautista com uma opção intrigante. Se o espanhol não conseguir um emprego no WorldSBK, a KTM pode considerá-lo como substituto de Johann Zarco na equipe de fábrica da Red Bull KTM no MotoGP. Dada a experiência de Bautista com vários fabricantes – ele pilotou uma Suzuki, uma Honda, uma Ducati e uma Aprilia no MotoGP – a sua contribuição poderá ser inestimável para ajudar no desenvolvimento da moto.